quarta-feira, 16 de junho de 2010

Última glória

Parece-me óbvia uma derrota. Diante do campo de batalha estou analisando cada possível movimento, todos previsíveis demais, falhos demais. Estou ouvindo meu coração pulsando fazendo-me lembrar de um relógio com um tic tac demasiado rápido. O tempo estava passando rápido. Eu só preciso de uma decisão, uma unica, então meu mundo pode desabar em ruínas ou resplandecer em glória. Não permitirei que a destruição tome conta de tudo que eu construi, não esforcei-me em vão. Sentimentos não serão esmagados, nem nada do que eu sempre acreditei. Não, não deixarei triunfarem sobre mim, eu acredito em tudo o que conquistei. E como prova, uma última decisão tomarei. Aqui está a prova do quão eu lutei por tudo isto, o quanto eu acredito e que fui fiel até minha ultima batida de coração. Isso é tudo por vocês. Esta decisão é por vocês. Um suspiro, e adeus.

sábado, 12 de junho de 2010

I miss you


Apenas um olhar pro meu coração disparar e meu corpo imobilizar. Nada de palavras soltas ao vento, sem gestos exagerados.
Apenas um olhar pro meu mundo desabar. Um olhar que me desorienta, que me cativa... Só o teu olhar.
Cheio de mistério, ternura, compreensão, paixão...
Me transmite paz, me mostra o amor.
Vem pra cá, me abraça, me da um beijo, diz que me ama e que não vai me deixar nunca, e que tudo que precisa pra seguir, sou eu.
Eu só quero admirar teu olhar mais uma única vez.
Diz pra mim que me ama...
Diz que não vai me deixar...
Fica comigo!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Fragmentos, espinhos e distrações

Fragmentos de lembranças estão dissipados. Descobri que não há meios de faze-los sumir. Eu sempre soube que não seria fácil, mas nunca pensei que seria tão difícil. Ofegante e desnorteada caminho em direção ao final. Você sabe que poderíamos adiar (Não me diga que não pensa que poderíamos fazer um novo começo). Não deveríamos. Tudo me leva a crer que nada vai me ajudar, por hora, a desviar o foco de você. De nós. (Eu nunca disse que não poderíamos fazer um novo começo). Penso sobre isso mas meus pensamentos se diluem. A realidade nua diante de mim não me permite os devaneios que eu tinha um tempo atrás. Pego-me cheia de dor, uma dor fatigada. Sou tão ingênua, então culpo-me, e as atuais circunstâncias cutucam feridas antigas. (Eu jamais disse que não queria fazer um novo começo). Errôneo. Restam-me espinhos no coração como lembrança e nada vai mudar até eu encontrar uma nova distração.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Inevitável




Um dia a gente acorda e vê que aquilo tudo que sempre acreditávamos, não passou de um sonho distante.
As pessoas não tem mais os mesmos valores, se afastam umas das outras, os pensamentos mudam, as amizades antigas não são mais as mesmas.
Perceber que as coisas não são como deveriam ser, ou como achávamos que deveriam ser, dói muito, e é duro de aceitar.
Mas um dia a fixa cai e percebemos que aquilo não é tão anormal, que as pessoas tem por sua natureza mentir, que algumas vão nos enganar e nos trair.
Apartir daí, cabe a nós escolhermos em quem acreditar e por quem sofrer.
Há casos e casos, assim como pessoas e pessoas.
E assim como os casos, as pessoas passam...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O que devia ter feito

Ela estava olhando para fora encostada no parapeito da porta, viu as folhas das árvores caindo suavemente no chão. Naquele momento ela sabia que tinha tomado a decisão certa. Ela se sentia satisfeita consigo mesma. O vento lá fora ricocheteava na janela fazendo o vidro mexer, mas ela não se importava. Nada mais importava naquele momento. Com isso em mente ela subiu as escadas decidida, pegou a chave, desceu, abriu a porta. Uma brisa gelada a fez estremecer. "Quem se importa?", ela pensou. Olhou para trás, sabia que ia sentir falta do que estava deixando. Analisou cada canto lembrando de inúmeros momentos. Reparou que seu cachorro, seu melhor amigo, a estava olhando. Retribuiu o olhar. Então era isso, um ultimo adeus. A partir daquele momento eles não se veriam mais. Ela quis agradecer por tudo e dizer o quanto o amava, mas ela sabia que não era necessário. Ele entendia ela melhor do que ela própria. Ela sorriu com os olhos cheios de lágrimas, acenou e voltou sua atenção para fora. Se contradizendo, já que esta não acreditava em superstições, muito menos em sorte ou azar, fez questão de levantar o pé direito e coloca-lo para fora antes do esquerdo. Já era. Já foi. Ela começou a correr assim como a neve começou a cair do céu. Correu em busca do que ela sabia que devia ter feito a muito tempo.